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Cactos - Potássio #06




Entreguei de presente as ideias e a confiança já que me disseram que era possível se cuidar e guardar com zelo tudo que eu entreguei. Eu pensei algumas vezes, até questionei o fato daquilo ser ou não real e me convenceram que realmente era real.


O problema de se confiar em palavras é que elas são levadas com o vento e na maioria das vezes elas nem são o que realmente querem dizer. E o que querem dizer?


As vezes eu entendo a precisão da natureza em dar espinhos aos cactos, as vezes eu entendo os espinhos que ferem, as vezes eu entendo.


É que as armaduras são colocadas a partir dos processos de falsas promessas. A respeito que se bastava, a palavra que se trocava. Hoje em dia não existe mais a confiança nas palavras, as pessoas nem se lembram mais do que prometeram ou não. Não se lembram mais do que falam.


Acarretando mentiras dentro de si, para si mesmo e para o próximo, sabendo que tudo que se solta pode ser ou não lembrado também. Afinal de contas as pessoas nem sabem se existem ou não. Esquecem os elos de conexão.


Segundas são preguiçosas, mas tenho mais preguiça de acreditar em coisas que nem merecem crédito, sempre estão em débito e a máquina de cartão já nem funciona mais quando se passa o Mastercard.


Hoje acordei mais cedo que ontem e olha que ontem eu tinha mais preocupações que hoje, mas cês sabem como é? Um dia após o outro e todos eles juntos dentro de uma caixa mental recebendo uma sessão de informação e peneirando todas elas.


Queria eu ser planta, com espinhos expostos que evitam colisões que machucam, mas não sou!

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