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Navalha - Potássio #3




Aprenderam mais um pouco sobre mim, me prenderam onde queriam. É que o meu querer as vezes é uma auto sabotagem e todos os dias temos que aprender a filtrar o que se faz mal e o que de faz bem.


É bom as vezes enxergar com precisão com outro olhar além dos olhos da face. Tudo é uma constante e as coisas se repetem de tempos em tempos. Nada é novo por aqui.


Ações superam palavras. As vezes as palavras já não bastam. Assim, é melhor agir do que falar. Faça seu corpo se chocar com outro.


É que a comunicação por aqui, foi o que eu sempre achei que tinha, mas não se tinha, não era comunicável o que se havia. O silêncio reinou de uma maneira tão grande que só restaram os espólios. Cortes.


E o que sangra mais a pele que a navalha?


Hoje é dia de se guardar, só que eu não tenho religião ou doutrina, então só esbanjo a vontade de ser. Estou sendo até o atual momento o que eu quero e não me arrependo dos drifts na estrada e nem do quanto o pneu foi consumido com o último acelero do coração.


Eu? Tento me conformar, mas só confirmo o quanto nada faz sentido e como não se importam se a bússola parou de marcar o norte. Do sul se sopra vento frio e tá tudo bem. Andemos agasalhados.


Hoje acordei, mas queria continuar dormindo. É assim que aprendi a fugir de mim e de tudo. Talvez seja por isso que o sono é consumidor.


O sol resolveu se esconder de mim, mas não me sinto tão exclusivo. Pra mim foi só por agora, pra outros? Já sinto os olhares congelados bem antes do frio que se está fazendo.

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